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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

ÁLCOOL É DROGA!!! / Câmara aprova pena maior para quem matar dirigindo alcoolizado

O plenário da Câmara aprovou, dia 23/09/2015, o projeto de lei que aumenta a pena para o motorista que, dirigindo sob efeito de álcool ou drogas, cometer homicídio culposo. Pelo projeto, a pena de dois a quatro anos de prisão passa para quatro a oito anos.
De acordo com o texto, no caso da ocorrência de lesão corporal grave ou gravíssima, a pena será de reclusão de dois a cinco anos. Além da definição de racha como disputa, corrida ou competição não autorizada, o projeto inclui no conceito exibição ou demonstração de perícia no veículo automotor sem autorização.
De autoria da deputada Gorete Pereira (PR-CE), a matéria vai agora para a apreciação do Senado.
 
Contran institui tolerância zero de álcool para multas da lei seca

Bruno Ribeiro - O Estado de S. Paulo

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou novos limites de tolerância de álcool para o teste do bafômetro que, na prática, instituíram a tolerância zero no País. Qualquer motorista que apresentar 0,05 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões terá de pagar multa de R$ 1.915,40 (menos de uma lata de cerveja). Até agora, o limite era de 0,2 miligrama.
No caso de o motorista ser submetido a exame de sangue, segundo as novas regras, não será tolerada nenhuma quantidade de álcool no sangue para evitar a multa.
A regulamentação foi uma medida complementar às mudanças na lei seca estabelecidas no fim do ano passado pelo Congresso Nacional e sancionadas pela presidente Dilma Rousseff. Ela foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 29.
Quem for flagrado nos testes com mais de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar alveolar continua sujeito à prisão por crime de trânsito. A pena é de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão do direito de dirigir.
As novas formas de provar a embriaguez do motorista, como testemunhos de policiais e gravações em vídeo também são válidas, segundo a regulamentação. 
Bebida alcoólica mata mais rapidamente que o cigarro...
Pesquisadores alemães realizaram estudos durante 14 anos para analisar os problemas do alcoolismo. A pesquisa, publicada pelo jornal “Alcoholism: Clinical & Experimental Research” apresenta o impacto da dependência do álcool por um longo período.
De acordo com os resultados, o hábito de consumir bebidas alcoólicas mata mais rapidamente do que fumar. Eles afirmam ainda que o consumo do álcool coloca as mulheres em maior risco do que os homens, uma vez que a taxa de mortalidade entre as mulheres dependentes foi 4,6 vezes maior do que as que não são dependentes da bebida, enquanto, entre os homens, a taxa de mortalidade corresponde a quase o dobro da apresentada pela população do sexo masculino em geral. A pesquisa mostrou também que pessoas dependentes de álcool vivem, em média, menos do que os fumantes. O estudo revela que o alcoólicos morrem 20 anos mais cedo, em média, do que a população geral.
— Os dados clínicos mostram uma maior proporção de óbito entre os indivíduos dependentes de álcool, quando comparados com outros da mesma idade e que não são dependentes — diz o professor John Ulrich, da Universidade de Medicina de Greifswald.
Para realizar a análise, a equipe do professor Ulrich olhou para uma amostra aleatória de 4.070 pessoas com idades entre 18 e 64 anos, dos quais 153 foram identificados como dependentes do álcool. Destes, 149, sendo 119 homens e 30 mulheres, foram acompanhados durante 14 anos.
— Verificamos que a idade média de morte entre os dependentes era de 60 para as mulheres e 58 para homens, sendo que ambos são cerca de 20 anos menor do que a idade média de morte entre a população em geral. Nenhuma dessas pessoas que foram a óbito tinha atingido a expectativa de vida — disse o professor Ulrich. — Outro dado relevante foi que, mesmo participado de tratamento para a doença, não identificamos uma maior sobrevida, o que significa que não parece ter um efeito protetor suficiente contra a morte prematura.
O professor Ulrich conclui dizendo que:
— O fumo está muito relacionado ao câncer, que, de acordo com pesquisas, são diagnosticados mais tarde do que os problemas relacionados ao consumo de álcool. Além disso, beber também pode contribuir para outros comportamentos de risco, como tabagismo, excesso de peso e obesidade. O álcool é um produto perigoso e deve ser consumido apenas dentro das diretrizes. (Fonte / Jornal Extra)
A Terceira idade e o álcool

*por Dra. Larriany Giglio / A prevalência de transtornos relacionados ao uso de álcool entre idosos é maior do que se imaginava. Dados recentes revelam que o problema não costuma ser diagnosticado na terceira idade devido aos sintomas do alcoolismo serem atribuídos a outras doenças crônicas como demência e depressão ou, muitas vezes, ao próprio envelhecimento. 

Em um país em que a população está vivendo 25 anos a mais, comparado à década de 60, é este o momento certo para abrir uma discussão sobre o assunto. Transtornos relacionados ao álcool são comuns entre idosos e são muitas vezes subdiagnosticados, uma vez que os instrumentos de rastreamento mais utilizados e os critérios de diagnósticos atuais são voltados para pessoas mais jovens, e ainda, devido ao pouco preparo dos profissionais de saúde em abordar o problema nesta faixa etária. Sendo assim, ignoram evidências e questionamentos que ajudam a diagnosticar a dependência e, quando percebem o abuso do álcool, tratam como tolerável e não encaminham o paciente ao tratamento adequado. 
Parece pouco, mas os efeitos da bebida nessa faixa etária também são graves: o fígado exibe redução da metabolização, o tubo digestivo diminui a capacidade de absorção, o estômago reduz a absorção de vitamina B12 e o pâncreas torna-se mais propenso aos quadros de pancreatites aguda e crônica. A polifarmácia e a utilização de medicamentos de venda livre aparecem como outros complicadores, podendo inclusive resultar em morte por associação de substâncias, como benzodiazepínicos e álcool. 
O que leva os idosos a serem mais vulneráveis ao uso de álcool do que os jovens são os riscos maiores de efeitos adversos que eles apresentam, mesmo consumindo em doses baixas. É lamentável que o problema seja pouco avaliado e conhecido. A gravidade das alterações comportamentais e físicas torna extremamente importante a realização de estudos que compreendam esta faixa etária para que se possa conhecer a real extensão do problema por meio de medidas preventivas específicas e tratamento adequado. 
 * Dra. Larriany Giglio é psiquiatra do Instituto Novo Mundo e especialista em dependência química

Mulheres estão no topo do índice de dependência do álcool
Mulheres estão no topo do índice de dependência do álcool
O índice de uso abusivo e dependência de álcool está maior entre mulheres com até 24 anos e homens a partir dos 45 anos. Foi o que apontou o estudo Megacity – realizado nas Américas e na Europa – que no Brasil teve a parceria do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com a psicóloga Adriana Talarico, especializada em dependência química da Clinica Maia Prime, os motivos que levam à dependência de álcool variam entre os sexos. "No discurso dos homens, a motivação são as frustrações ao longo da vida ou um declínio profissional. Eles passam a se considerar um fardo para a família e a questionar as próprias conquistas. Já para as mulheres, a alegação é a pressão para começar a vivência. A aceitação no grupo, no mercado de trabalho e também para lidar com as obrigações múltiplas que surgem desde muito cedo", explica a especialista.
Hoje o alcoolismo é a 5ª maior doença incapacitante no mundo.
Independente do sexo, a recuperação do alcoolismo passa por um atendimento multidisciplinar em clínicas especializadas, tanto para o dependente quanto para a sua família. "A presença da família é fundamental na recuperação do paciente. Ela precisa não apenas apoiar, mas criar um clima saudável para a boa convivência, o que vai evitar possíveis recaídas", explica a psicóloga.
Serviço:
www.maiaprime.com.br
Casos de suicídio aumentam muito em Jundiaí
São 20 registros este ano na cidade. Especialista alerta a saúde pública, pois o suicida busca ajuda
ALINE PAGNAN
O número de casos de suicídios registrados em Jundiaí nos últimos 30 dias retrata o crescimento de quadros de depressão na sociedade. Em maio, foram pelo menos seis, mas desde o início do ano o número registrado na cidade chega a 20. Neste mesmo período em 2011, foram 12.
Entre as vítimas mais recentes em Jundiaí estão uma advogada, uma pedagoga e um estudante de direito. Ou seja, são pessoas que, teoricamente, deveriam ter uma vida estruturada, com mais oportunidades.
Segundo o psiquiatra Carlos Oliveira de Campos, da USP (Universidade de São Paulo), as mulheres tentam se suicidar quatro vezes mais que os homens, mas são eles que morrem mais, já que os métodos utilizados são mais agressivos.
“Esse crescimento demonstra que a sociedade como um todo precisa de ajuda e política públicas podem combater esses crimes”, alerta.
Doenças como câncer, epilepsia e aids ou doenças mentais, como alcoolismo, dependência química, depressão e esquizofrenia são fatores relacionados às taxas mais altas de suicídio. “A família precisa estar atenta aos sinais de uma possível pré-disposição ou indício de intensão ao suicídio.”
O isolamento e a redução drástica de atividades do cotidiano, desejo súbito de concluir alguns afazeres pessoais e deixar um testamento e sentimentos de solidão, impotência e desesperança podem ser indicativos.
O psiquiatra chama a atenção sobre quem manifesta frequentemente o desejo de acabar com a própria vida. “É importante não julgar essa pessoa, mas escutar com atenção o que ela tem a dizer e insistir para que se dê uma chance para superar seus problemas”, afirma.

Saúde pública / O presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), Antônio Geraldo da Silva, aponta que o suicídio é problema de saúde pública. Segundo ele, além das vítimas, suicídio impacta de forma profunda no equilíbrio emocional das famílias.
Pesquisas da ABP revelam que cerca de 40% dos suicidas procuram os serviços de saúde dias ou semanas antes de tirar a própria vida. Segundo os estudos, eles chegam a estes locais sem especificar quais doenças estão sofrendo. “Esse pode ser um último pedido de socorro. Um profissional de saúde preparado para enfrentar a situação tem condições de identificar o problema, ouvir a pessoa, encaminhá-la para uma terapia adequada e tentar evitar que o suicídio ocorra.”
Jundiaí / O atendimento às pessoas que tentam o suicídio normalmente tem início nos pronto-socorros do Hospital Universitário (usuários até 18 anos) e Hospital São Vicente de Paula (acima dos 18 anos). Após o atendimento de urgência, o usuário é referenciado para um dos serviços de saúde mental (CAPS Infantil, no caso de crianças ou adolescentes e Ambulatório de Saúde Mental, ou CAPS Adulto, no caso de adultos) onde poderá dar continuidade ao atendimento em saúde mental.
Segundo a da prefeitura, são oferecidos atendimento de caráter multiprofissional (psicólogo, psiquiatra, terapia ocupacional, assistente social, etc.). Mas como o BOM DIA revelou há alguns dias, o serviço não tem conseguido dar conta do recado.

Perfil de possível suicida é difícil de ser traçado
Entre as vítimas que cometeram o suicídio no último mês há pessoas de várias faixas de idade e de classes sociais diferentes. Para o psiquiatra, isso mostra que a depressão não atinge somente uma parcela específica da população.
“Independente da condição financeira, as pessoas que se matam cumprem duas condições, além de se sentirem deprimidas e desesperadas. Primeiro, elas devem ter um forte desejo de morrer. Isso geralmente se dá quando imaginam ser uma carga intolerável sobre os outros, e também quando não se sentem parte de um grupo,  nem possuem alguém que possa lhes transmitir um sentimento de integração”, aponta Carlos.
O perfil de um possível suicida é difícil de ser traçado devido à diversidade de causas que levam as pessoas a tirar a própria vida. “Problemas financeiros, desemprego, separações conjugais, depressão e outras doenças psiquiátricas possuem relação direta com o fato.”

Ao telefone, a notícia de que um gato chegou para preencher a solidão
Antes de tomar qualquer tipo de atitude, a vítima demonstra alguns sinais e, às vezes, procura ajuda na conversa. E é voltado ao ato de desabafar e aliviar a angústia que existem programas de voluntariado como o CVV (Centro de Valorização da Vida) em Jundiaí.
Apesar de não ter sede física na cidade, o CVV recebe ligações, e-mails, cartas e até procura no chat do site de pessoas daqui.
Mas para quem pensa que as conversas são sempre em tons de tristeza e melancolia se engana. “Muitas vezes recebemos ligações de pessoas que só querem contar uma novidade. Mas, por morarem longe da família, ou por não terem esse contato, encontram no CVV a solução”, explica a atendente Gislaine Ferreira Flores.
Segundo ela, a maioria demonstra sinais de solidão. “Os comentários indicam esses sintomas, mesmo que a pessoa nos procure para contar que comprou um gato para ser seu companheiro.”
O psiquiatra Carlos Oliveira de Campos aponta que nem sempre estar alegre ao telefone é sinal de paz. “São apenas desconhecidos conversando, mas a pessoa que está amargurada consegue, neste contato, ter um retorno para suas angústias.”


Sobra dinheiro, mas falta projeto para viciados
Evento em Rio Preto orienta gestores sobre as políticas que devem ser adotadas para a liberação de verba AUTORIDADES QUE PARTICIPARAM DO SEMINÁRIO DE ENFRENTAMENTO AO CRACK E OUTRAS DROGAS, REALIZADO ONTEM EM RIO PRETO, REVELARAM QUE SOBRA DINHEIRO, MAS FALTAM PROJETOS ADEQUADOS PARA IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES DE COMBATE AO TRÁFICO E TRATAMENTO DE DEPENDENTES.
 
Os governos federal e estadual disponibilizam até 2015, R$ 750 milhões para prevenção e tratamento de dependentes químicos do estado de São Paulo. “Em 2010, o governo federal colocou R$ 120 milhões à disposição, mas só R$ 15 milhões foram liberados por falta de projetos adequados de combate ao crack”, disse o deputado estadual, Orlando Bolçone, integrante da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas.
Andréa Gallassi, coordenadora nacional da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, orientou os participantes sobre as políticas que devem ser adotadas para a liberação do dinheiro. 
O ponto alto das discussões foi que a prevenção, combate e tratamento dependem de ações conjuntas entre os setores da saúde, educação, social, justiça e segurança.Para se obter resultados positivos também é consenso que só por meio de união dos municípios, estado e governo federal. “O problema das drogas é tão complexo e desafiante que só com o envolvimento de toda a sociedade é que poderemos ter um futuro melhor”, diz Bolçone. 
Fórum /No final do seminário foi criado um fórum que vai manter os debates e orientações de políticas públicas de enfrentamento ao crack e outras drogas. 
Pesquisa /Dos 645 municípios do estado, 315 participaram de uma pesquisa feita pela Frente Parlamentar e, para 58% dessas cidades, o alcoolismo é o vício que mais demanda recursos do sistema público de saúde para tratamentos. Em seguida vem o crack, com 28%. A cocaína representa 8% e a maconha, 6%. Interior não tem leitos para dependentes Dos 315 municípios que participaram da pesquisa, só 6% têm leitos destinados para o tratamento de dependentes químicos, sendo que Rio Preto é uma das cidades que oferece leitos para internação. 
76% dos usuários de drogas têm entre 16 e 35 anos. A faixa etária mais atingida é a dos 16 aos 20 anos, com 25% das citações. 
Retorno às drogas é superior a 50% 
Das cidades participantes, 39% afirmam que a reincidência nos tratamentos a usuários é superior a 50%. Já, para outros 26% dos municípios pesquisados, a recaída às drogas chega a 91% dos usuários que se submeteram a tratamento. (NANY FADIL


O principal agente do álcool é o etanol (álcool etílico). O consumo do álcool é antigo, bebidas como vinho e cerveja possuíam conteúdo alcoólico baixo, uma vez que passavam pelo processo de fermentação. Outros tipos de bebidas alcoólicas apareceram depois, com o processo de destilação.
Apesar de o álcool possuir grande aceitação social e seu consumo ser estimulado pela sociedade, ele é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento.
Quando consumido em excesso, o álcool é visto como um problema de saúde, já que esse excesso pode estar ligado a acidentes de trânsito, violência e alcoolismo (quadro de dependência).
Os efeitos do álcool são percebidos em dois períodos, um que estimula e outro que deprime. No primeiro período pode ocorrer euforia e desinibição. Já no segundo momento ocorre descontrole, falta de coordenação motora e sono. Os efeitos agudos do consumo do álcool são sentidos em órgãos como o fígado, coração, vasos e estômago.
Em caso de suspensão do consumo, pode ocorrer também a síndrome da abstinência, caracterizada por confusão mental, visões, ansiedade, tremores e convulsões.
Patrícia Lopes / Equipe Brasil Escola

Consumo de álcool proibido a menores em locais públicos

secretário de Estado da Saúde disse à Rádio Renascença que a venda e o consumo de álcool em locais públicos passará a ser proibida até aos 18 anos, já a partir deste verão

Portugal / As alterações à lei do álcool devem já entrar em vigor a partir do verão, anunciou o secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, no programa da "Nome da Lei" da Rádio Renascença, que será transmitido no sábado.
Segundo o governante, o consumo de álcool em locais públicos, até agora proibido até aos 16 anos, passará a ser interditado a todos os menores de idade, ou seja, até aos 18 anos.
A nova lei vai proibir também a venda de bebidas alcóolicas nas lojas de conveniência e nos postos de combustíveis, entre a meia-noite e as 8h.
Leal da Costa explicou ainda que estão sobre a mesa alterações ao Código da Publicidade, nomeadamente a limitação de anúncios a álcool nos cinemas em determinados horários, tal como já acontece na televisão.
Além disso, o Governo quer reduzir os produtos que podem ser vendidas nas lojas de drogas supostamente legais.

Menor taxa de alcoolemia

A alteração ao Código da Estrada também é uma das intenções do Governo, prevendo-se que a a taxa de alcoolemia dos menores de 25 anos seja alterada para 0,2 gramas de álcool por litro de sangue.
Estas alterações devem ser aprovadas já no próximo Conselho de Ministros ou, no máximo, dentro de 15 dias e visam travar o alcoolismo em adolescentes.
Em 2010, um estudo da Deco revelou que mais de metade dos jovens entre os 12 e os 15 anos conseguiu comprar bebidas alcóolicas. Nos últimos seis anos, a ASAE já instaurou 101 processos por venda de álcool a menores, enquanto foram instituidos 61 processos por consumo em locais públicos. (
Confira na Fonte)
Controle do uso de drogas 
por empregados é preocupação 
Por Marcos de Vasconcellos 
No dia 14 de junho entrará em vigor a lei que colocou como dever do motorista profissional submeter-se a testes e a programas de controle de uso de drogas e de bebida alcoólica. A Lei 12.619, sancionada em 30 de abril para vigorar depois de 45 dias, demonstra a preocupação do legislador com o controle do uso de entorpecentes por empregados, problema cada vez mais difícil para as empresas. 
Em 2011, a Previdência Social concedeu 124.947 benefícios por afastamento em decorrência do uso de drogas ilegais, acumulando despesas da ordem de R$ 107,5 milhões.
Apesar da frequência cada vez maior de casos, submeter funcionários a exames toxicológicos é uma matéria que não foi pacificada na Justiça do Trabalho. Sem o devido cuidado, a forma com que empregadores lidam com o funcionário que faz uso de substâncias tóxicas pode render condenações por danos morais. 
“Dano moral é algo que está chegando às empresas com mais força agora. Em companhias que não têm políticas claras contra drogas, o tratamento dispensado aos empregados viciados gera risco de obrigação de readmissão, pagamento de indenização ou de tratamentos”, diz a psicóloga especialista em prevenção e promoção de saúde nas empresas pela Unifesp, Lívia Lopes. 
Segundo ela, uma pessoa que chega alcoolizada ao trabalho e ouve do chefe que “tem que ir para casa porque está bêbada” ou que será demitida por isso pode entrar com uma ação por danos morais, se comprovar que é alcoólatra. “É uma conotação moral degradante”, diz a especialista. Ela lembra que o alcoolismo é considerado uma doença. 
Além disso, a existência da “embriaguez habitual ou em serviço” como motivadora de demissão por justa causa de acordo com o artigo 482 na Consolidação das Leis do Trabalho não justifica a dispensa em casos em que se comprove que o funcionário é alcoólatra — ou alcoolista, termo mais usado por especialistas. 
O vício em bebidas já possui nexo direto com algumas funções, segundo o INSS, sendo tratado como doença ocupacional para quem trabalha com serviços de manutenção, reparação mecânica, lanternagem e borracharia para veículos, por exemplo. 
Com isso, alerta o advogado Pedro Pulzatto Peruzzo, do Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados, fica cada vez mais difícil dizer que o problema deve ser tratado como algo alheio ao trabalho. 
Uma possível saída é a realização de exames toxicológicos preventivos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já prevê em resolução a possibilidade de submeter seus servidores a tais procedimentos. Ainda assim, os patrões devem ter cuidado na hora de entregar os resultados. 
Peruzzo diz que “em hipótese alguma” deverão ser convocados dois ou mais empregados para receberem comunicações dos resultados de exames desse tipo. Para justificar seu conselho, o advogado cita julgamento do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo em que ficou comprovado que a tomadora de serviços submeteu o trabalhador a uma situação constrangedora perante seus colegas, “uma vez que os fatos que ensejaram a dispensa, ainda que sem justa causa (suposto uso de entorpecentes), se espalharam no âmbito da empresa”. 
Ainda assim, ele diz que nos casos em que a atividade desempenhada pelo empregado é de risco, a Justiça do Trabalho tem autorizado o exame toxicológico. Fonte / Conjur
O uso da hipnose contra o alcoolismo

O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e duradouro do álcool. É uma dependência considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, podendo levar a conseqüências irreversíveis. A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho. 
Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado) e a intoxicação por álcool (embriaguez). Normalmente, o indivíduo pode desenvolver: irritabilidade, insegurança e sentimento de culpa. Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos, no qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada. A síndrome de abstinência torna-se mais perigosa com o surgimento do delirium tremens (tremores pelo corpo, principalmente em mãos).
De acordo com o Dr. Rui Sampaio, à medida que o alcoolismo avança, as repercussões sobre o corpo se agravam. “Na maioria dos casos, pode ocorrer, aumento da pressão arterial, gastrite alcoólica, úlcera gástrica, esteatose hepática (excesso de gordura no fígado), hepatite alcoólica, cirrose hepática e doenças cardiovasculares, são causadas pelo uso exagerado do álcool. Além disso, os alcoólatras estão mais sujeitos a qualquer forma de câncer do que a população em geral”, disse.
Aparentemente, as mulheres são mais vulneráveis que os homens. Com a mesma carga de álcool, os órgãos das mulheres são mais prejudicados do que o dos homens. A idade de maior incidência de alcoolismo feminino está entre 26 e 34 anos, principalmente em mulheres separadas. 
Segundo Sampaio, vários tratamentos podem ser usados para combater o alcoolismo. “Nos casos mais graves, o paciente precisa ser internado para a desintoxicação, somado ao tratamento psiquiátrico. Quando não houver o internamento, deve haver o uso de medicamentos para controlar a compulsividade pelo álcool, unindo medicamentos para tratar os transtornos psiquiátricos de base, que pode ser um quadro depressivo ou ansioso. A hipnose por excelência é um ótimo tratamento. A eficácia da hipnoterapia, tanto aliada às técnicas psicodinâmicas para a regressão de memória, em busca das causas psicológicas do alcoolismo, ou da Terapia cognitiva comportamental, no sentido das mudanças de comportamento do individuo, traz bons resultados. Em resumo, é importante o tratamento clínico, psiquiátrico e psicoterapêutico, conforme o caso requer”, finalizou Sampaio. A taxa de recaída é bastante alta, mesmo após a instituição de um bom tratamento. Por isso a importância de um acompanhamento médico e psicoterapêutico por um bom período.


Perguntas & Respostas / Lei Seca

1. O que diz a lei que restringe o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas?
A lei considera crime conduzir veículos com praticamente qualquer teor alcoólico no organismo. Quem for pego sofrerá punições que variam da multa até a cadeia. O homicídio praticado por um motorista alcoolizado será considerado doloso (com intenção de matar). A lei prevê também a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas das rodovias federais em zonas rurais.
2. Qual é o objetivo da lei?
Diminuir os acidentes de trânsito causados por motoristas embriagados. O consumo de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de acidentes automobilísticos no país, segundo estatística da Polícia Rodoviária Federal.
3. Por que a lei foi endurecida?
Antes, acreditava-se que havia um "nível seguro" de álcool no organismo – até esse limite, não haveria alterações severas de consciência que impedissem uma pessoa de dirigir. Porém, estudos comprovaram que as pessoas são diferentes entre si e que o tal "nível seguro" não existe em matéria de álcool. "É muito mais seguro seguir a orientação de não ingerir nenhuma substância psicoativa – que muda o comportamento e desempenho do ser humano", avalia o médico Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
4. Outras nações adotam a "lei seca"?
Sim. Em uma lista de 92 países pesquisados pelo International Center For Alcohol Policies (Icap), instituição sediada em Washington (EUA), o Brasil agora se enquadra entre os 20 que possuem a legislação mais rígida sobre o tema. A lei aqui é mais restritiva do que as de outras 63 nações pesquisadas, mas ainda é superada pelas regras de outros 13 países. Cinco nações têm o mesmo nível de rigor do Brasil: Estônia, Polônia, Noruega, Mongólia e Suécia. Na América do Sul, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas da Colômbia, onde o limite é zero. Vizinhos como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela estipulam limites de 0,5 g/l, 0,8 g/l, 0,8 g/l, 0,7 g/l e 0,5 g/l, respectivamente. Estados Unidos (0,8 g/l), Canadá (0,8 g/l) e alguns países europeus – Reino Unido (0,8 g/l), Alemanha (0,5 g/l), França (0,5 g/l), Itália (0,5 g/l) e Espanha (0,5 g/l) – também são mais tolerantes no assunto.
5. Quais as punições aos infratores?
Quem for flagrado com uma dosagem superior a 0,2 gramas de álcool por litro de sangue (equivalente à ingestão de uma lata de cerveja ou um cálice de vinho) pagará multa de 957 reais, receberá sete pontos na carteira de motorista e terá suspenso o direito de dirigir por um ano. Aqueles cuja dosagem de álcool no sangue superar 0,6 g/l (duas latas de cerveja) deverão ser presos em flagrante. As penas poderão variar de seis meses a três anos de cadeia, sendo afiançáveis por valores entre 300 e 1.200 reais. Os infratores também perderão o direito de dirigir por um ano.
6. Como foram estabelecidos os limites?
Na verdade, o limite de 0,2 g/l se refere à margem de erro do próprio bafômetro, explica o relator da lei, deputado Hugo Leal (PSC-RJ). "Para que não haja conflito, estabeleceu-se uma pequena margem de erro na questão da aferição do aparelho". Esse limite, porém, poderá ser revisto pelo governo, a partir de estudos que analisam a dosagem de álcool em itens como anti-sépticos e até doces com licor.
7. Quanto é permitido beber antes de dirigir?
A partir de agora, praticamente nada – limite de 0,2 grama de álcool por litro de sangue. Antes, somente motoristas cuja dosagem de álcool no sangue superava 0,6 grama de álcool por litro de sangue (duas latas de cerveja) eram punidos.
8. Após beber, quanto tempo é preciso esperar antes de dirigir?
O tempo de permanência do álcool no organismo varia de uma pessoa para outra. Fatores como estar com o estômago vazio ou cheio, ser homem ou mulher, branco ou negro e até estar mais ou menos acostumado à bebida influenciam. "Para uma pessoa, por exemplo, que passou a noite em claro, o efeito de uma lata de cerveja é triplicado", explica o médico Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). De maneira geral, um copo de cerveja ou um cálice de vinho demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo – já uma dose de uísque leva mais tempo. Por isso, independentemente do volume ou tipo de bebida ingerida, é mais prudente que o motorista só reassuma o volante 24 horas depois de beber. Assim mesmo, passado esse intervalo, se persistirem sintomas do álcool, o melhor a fazer é não dirigir. A alternativa é tomar um táxi, transporte coletivo ou então entregar a direção a quem não bebeu.
9. Comer um chocolate com licor, por exemplo, pode provocar um resultado positivo no teste do bafômetro?
Sim. Dois bombons com recheio de licor, por exemplo, são suficientes para o resultado positivo.
10. Fazer bochecho com anti-séptico bucal que contenha álcool dá um resultado positivo?
Sim. O bafômetro é um aparelho sensível, dizem os especialistas. Caso aconteça isso, o motorista pode pedir para repetir o teste após um intervalo de cerca de 20 minutos – o resultado não acusará mais a presença de álcool.
11. Como o índice de álcool no organismo será verificado e por quem?
Há três maneiras de realizar o teste: com o bafômetro, por meio de exame de sangue ou ainda exame clínico – que serve para indicar sinais de embriaguez. Esses testes só poderão ser realizados por fiscais de trânsito, policiais militares e agentes das polícias rodoviárias. A autoridade de trânsito também poderá levar o motorista suspeito para um exame clínico, caso não tenha um bafômetro no local.
12. É obrigatório fazer o teste do bafômetro?
Não. O motorista pode se recusar a fazer qualquer teste, já que, no Brasil, ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si. Nesse caso, porém, o condutor sofrerá a mesma punição destinada a pessoas comprovadamente alcoolizadas – ou seja, multa de 957 reais e suspensão do direito de dirigir por um ano. Esse, aliás, é um ponto polêmico da lei: a Ordem dos Advogados do Brasil-SP deve fazer uma representação ao presidente da OAB federal para que seja providenciada uma ação direta de inconstitucionalidade, segundo o presidente da Comissão de Trânsito da OAB, Cyro Vidal. Por ora, caso o motorista use a artimanha de se negar a fazer o exame, entrando posteriormente com um recurso na Justiça, a lei prevê que o testemunho do agente de trânsito ou policial rodoviário tem força de prova diante do juiz.
13. O que diz a lei sobre a venda de bebidas nas rodovias?
A lei permite a venda de bebidas alcoólicas nos perímetros urbanos das rodovias federais, mas prevê multa de 1.500 reais para quem comercializá-las nas áreas rurais das estradas. Em casos de reincidência, o valor da multa será dobrado. (Fonte/ Veja)